Acho que a partir do momento que as malas estão prontas e metade do coração fica em casa, cada um escolhe o intercâmbio que faz.
Quando você passa pelo portão do aeroporto e se vê como estrangeiro, passa a escolher como serão as coisas todos os dias. Algumas coisas não é você quem escolhe, é verdade, muito do que acontece você apenas sabe que tem que estar disposto a receber. O que varia é a maneira como você recebe a tantos estímulos externos ao mesmo tempo. Isso sim é você que escolhe.
Neste meio tempo eu fiz amigos de todas as partes do mundo. Não apenas turcos, mas também chineses, macedônicos, indianos, neozelandeses, indonésios, alemães, russos, escoceses, colombianos – e até mesmo brasileiros. Amo todos, assim, de um amor diferente que se aprende a ter, daqueles amores que você frequentemente vai ter a impressão que esqueceu durante a sua vida, mas que no fundo – um dia, se e quando for á Rússia, Índia ou China, vai querer muito encontrar. Graças a eles eu aprendi muito, dissolvi muitos pré-conceitos em água morna, ri bastante, perguntei, respondi, troquei conhecimento. Mais do que tudo, adquiri.
De fato, só uma pessoa me acompanhou todos os dias, vivendo as sensações, provando novos sabores, quebrando paradigmas. Eu mesma. E esta foi a minha escolha: sem que ninguém perguntasse, eu simplesmente escolhi passar a maior parte do tempo comigo.
Quando você passa pelo portão do aeroporto e se vê como estrangeiro, passa a escolher como serão as coisas todos os dias. Algumas coisas não é você quem escolhe, é verdade, muito do que acontece você apenas sabe que tem que estar disposto a receber. O que varia é a maneira como você recebe a tantos estímulos externos ao mesmo tempo. Isso sim é você que escolhe.
Neste meio tempo eu fiz amigos de todas as partes do mundo. Não apenas turcos, mas também chineses, macedônicos, indianos, neozelandeses, indonésios, alemães, russos, escoceses, colombianos – e até mesmo brasileiros. Amo todos, assim, de um amor diferente que se aprende a ter, daqueles amores que você frequentemente vai ter a impressão que esqueceu durante a sua vida, mas que no fundo – um dia, se e quando for á Rússia, Índia ou China, vai querer muito encontrar. Graças a eles eu aprendi muito, dissolvi muitos pré-conceitos em água morna, ri bastante, perguntei, respondi, troquei conhecimento. Mais do que tudo, adquiri.
De fato, só uma pessoa me acompanhou todos os dias, vivendo as sensações, provando novos sabores, quebrando paradigmas. Eu mesma. E esta foi a minha escolha: sem que ninguém perguntasse, eu simplesmente escolhi passar a maior parte do tempo comigo.
Comemorando os primeiros flocos de neve: you only live once!
Preciso renovar meus livros. Trouxe apenas um e agora sinto falta. O “As travessuras da menina má” merece mais do que tudo voltar para a dona e entrar em férias, depois desta longa viagem. Ontem li uma passagem que me fez decidir qual será o próximo que vou devorar. Amyr Klink, em “Mar sem fim”. Fique com vontade você também:
“Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
Simples assim.