Vamos aos fatos.
Assim que saí de Izmit começou a viagem mais longa de toda a minha vida, os dias mais corridos e intensos que eu já vivi, e os malditos se foram assim, sem explicação. Apenas foram. No dia 29 de março peguei um avião em Istanbul e, 4h depois, cheguei à minha primeira parada: Londres. Aliviei o coração ao encontrar velhos amigos, falar português, comer bacon (alguém ainda lembra que na Turquia o porco é proibido?) e andar por aquelas ruas que sempre quis andar. De noite, entre luzes e escuros, estava num estado de choque: cansada e com os olhos vidrados, ainda em transe. Tudo era exatamente como imaginei por anos a fio.






E quase sem sentir, se foram aqueles três dias. Meus pés ficaram brancos, mais horriveis do que nunca (não achei que isso fosse possível). Meus bolsos, vazios. Viver 72h na terra dos pounds só me mostrou que reais e liras turcas são muito bonzinhos e confortáveis pra mim. Vontade de levar tudo pra casa, de tirar uma foto a cada segundo: tudo lá é cor, sabor e liberdade.




Chego a conclusão que se tivesse ido pra lá aos 17 teria eleito Londres a cidade da minha vida. Too late. Fica na memória apenas como um punhado de dias bons em uma rota inesquecível. E quer saber? Pra mim foi mais que o suficiente.
(to be continued)